Peter Pan
Era uma vez, em um lugar onde as estrelas brilham um pouquinho mais forte, um menino chamado Peter Pan. Ele morava na Terra do Nunca, um lugar mágico cheio de florestas secretas, sereias que adoravam cantar e fadas que pareciam pontinhos de luz piscando no escuro.
CLÁSSICAS


Era uma vez, em um lugar onde as estrelas brilham um pouquinho mais forte, um menino chamado Peter Pan. Ele morava na Terra do Nunca, um lugar mágico cheio de florestas secretas, sereias que adoravam cantar e fadas que pareciam pontinhos de luz piscando no escuro.
Naquela noite, a Terra do Nunca estava ficando muito, muito calma. O sol já tinha se escondido no horizonte, pintando o céu de um azul-escuro bem quentinho e cheio de estrelas.
Peter Pan voou até a copa de uma grande árvore e sentou-se em um galho macio. Ele não estava com pressa para viver nenhuma aventura hoje. Ele só queria curtir o silêncio da noite.
Ao seu lado, voava a sua melhor amiga, a fada Sininho. Ela estava um pouco cansada de tanto voar durante o dia. Deixando um rastro de brilhinhos dourados no ar, Sininho bocejou — um bocejo bem pequenininho, do tamanho de uma formiga — e pousou suavemente na palma da mão de Peter Pan. Ela se ajeitou, fechou as asas brilhantes e, num piscar de olhos, dormiu, parecendo uma luzinha abajur bem fraquinha."Hora de descansar", pensou Peter Pan, com uma voz bem mansa e sussurrada.
Lá embaixo, na floresta, os Garotos Perdidos já estavam todos deitados em suas caminhas de folhas macias. Eles puxaram seus cobertores de algodão até o queixo. O vento passava pelas árvores fazendo um barulhinho suave: shhh, shhh, shhh... como se a própria ilha estivesse cantando uma canção de ninar.
Até o navio do Capitão Gancho estava ancorado no mar calmo, balançando de um lado para o outro bem devagarzinho... para lá e para cá... para lá e para cá. Ninguém fazia barulho. O jacaré do relógio já tinha dormido também, e o seu tic-tac era tão baixinho que parecia o bater de um coraçãozinho tranquilo.
Peter Pan olhou para o céu estrelado, fechou os olhos devagar e sentiu o cheirinho de terra molhada e flores da noite. Ele respirou fundo, soltou o ar bem devagar e pensou em como era bom ter um lugar tão seguro e mágico para sonhar.
Ele se deitou no seu galho macio, cobriu-se com o carinho da noite e, com um sorriso feliz no rosto, pegou no sono. Toda a Terra do Nunca agora estava dormindo, sob o brilho da segunda estrela à direita.
E assim, como o Peter Pan, a Sininho e todos os seus amigos, chegou a hora de fechar os olhinhos, relaxar os bracinhos e as perninhas, e viajar para o mundo dos sonhos mais lindos.
Enquanto toda a Terra do Nunca dormia um sono profundo e quentinho, a segunda estrela à direita continuava a piscar lá no alto, vigiando o sono de todos.
Peter Pan estava tendo um sonho lindo, mas, de repente, sentiu um ventinho gelado e suave arrepiar seus cabelos. Ele abriu os olhos bem devagar e viu que a lua estava tão grande e redonda que parecia uma enorme luminária no céu.
Ao seu lado, a fada Sininho acordou com o mesmo ventinho. Ela deu uma espreguiçada gostosa, esticando suas asinhas brilhantes, e soltou um pozinho de pirlimpimpim que flutuou no ar como se fossem vagalumes dourados.
Peter", sussurrou Sininho com o barulhinho de um sininho bem baixo, "olha lá embaixo."
Peter olhou. No chão da floresta, uma trilha de flores mágicas estava brilhando com uma cor azul-clara. Eram as Flores da Noite, que só se abriam quando todo mundo já estava dormindo para soltar um perfume que trazia os sonhos mais bonitos do mundo.
Peter Pan deu um sorriso largo (mas sem fazer barulho!) e, com um salto bem leve, começou a flutuar no ar. Ele e Sininho desceram do galho da árvore bem devagar, como se fossem duas folhinhas caindo no outono. Eles flutuavam para cima e para baixo... para um lado e para o outro, aproveitando o silêncio da madrugada.
Eles decidiram fazer uma visitinha bem silenciosa aos seus amigos:
Na cabana dos Garotos Perdidos: Peter espiou pela janela. Os meninos estavam tão calmos! Um deles abraçava um ursinho de pelúcia feito de folhas, e o outro roncava bem baixinho: fiuuu... pum... fiuuu... pum. Sininho voou por cima deles e jogou só uma pitadinha de pozinho mágico para que eles sonhassem que estavam voando entre as nuvens de algodão-doce.
Na Lagoa das Sereias: A água parecia um espelho brilhante. As sereias estavam todas deitadas em pedras macias, com suas caudas coloridas descansando na água morna. Elas dormiam abraçadas às suas almofadas de conchinhas.
No navio do Capitão Gancho: Até o navio pirata parecia estar bocejando. O Capitão Gancho estava em sua cabine, com sua camisola de pirata e uma touca engraçada na cabeça, sonhando que tinha ganhado um bolo de chocolate gigante.
Peter Pan e Sininho subiram novamente em direção às nuvens. Lá de cima, a Terra do Nunca parecia um tapete mágico de florestas e luzinhas piscando. O ventinho da noite começou a cantarolar uma música bem suave nos ouvidos de Peter, uma melodia que dizia que tudo estava seguro, que o mundo era um lugar calmo e cheio de amor.
O cansaço finalmente bateu nos olhinhos de Peter de verdade. Ele bocejou um bocejo bem longo... aaaahhh.
Ele voou de volta para a sua árvore favorita, ajeitou-se no seu ninho de folhas macias e aconchegantes e abraçou seus próprios joelhos. Sininho pousou bem pertinho do seu ouvido, brilhando como uma luz de abajur bem fraquinha, protegendo o seu sono.
Peter Pan fechou os olhos, respirou o perfume das Flores da Noite e se deixou levar pelo sono mais leve e gostoso de todos. A ilha inteira estava em paz.
Agora a historinha terminou de verdade, e a Terra do Nunca está esperando por você no mundo dos sonhos. Pode fechar os olhinhos, relaxar o corpinho e descansar, porque as estrelas estão cuidando de você.
Boa noite e bons sonhos mágicos.