Ciranda Cirandinha
Ciranda Cirandinha | Era uma vez, em um bosque cheio de flores coloridas e árvores bem altas, uma menina chamada Clara, que adorava brincar de roda com seus amigos. Todas as tardes, os passarinhos cantavam, o vento fazia as folhas dançarem e as crianças davam as mãos para formar uma grande ciranda.
CANTIGAS POPULARESCLÁSSICAS


Ciranda Cirandinha
Era uma vez, em um bosque cheio de flores coloridas e árvores bem altas, uma menina chamada Clara, que adorava brincar de roda com seus amigos.
Todas as tardes, os passarinhos cantavam, o vento fazia as folhas dançarem e as crianças davam as mãos para formar uma grande ciranda.
Mas, em certo dia, Clara percebeu que um coelhinho chamado Tico estava sentado sozinho debaixo de uma árvore.
— Venha brincar com a gente! — chamou Clara com um sorriso.
Tico abaixou as orelhinhas.
— Acho que não sei dançar como vocês...
Clara sorriu ainda mais.
— Na nossa roda, ninguém precisa dançar perfeito. Basta querer brincar.
Então todos deram espaço para o coelhinho entrar.
As crianças começaram a girar bem devagar, enquanto cantavam felizes:
"Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia-volta,
Volta e meia vamos dar."
A música parecia mágica.
As flores balançavam no mesmo ritmo.
As borboletas voavam em círculos coloridos.
Até os esquilos batiam palminhas com suas patinhas.
Quanto mais todos cantavam juntos, mais o bosque inteiro parecia sorrir.
Tico começou bem tímido.
Primeiro deu um passinho.
Depois outro.
Logo estava rindo, rodando de mãos dadas com todos os amigos.
De repente, uma pequena estrelinha dourada apareceu no céu, mesmo antes da noite chegar.
A Coruja Sábia explicou:
— Sempre que alguém é acolhido com carinho, uma nova estrela nasce para iluminar o coração de quem faz o bem.
As crianças olharam para cima encantadas.
Cada sorriso fazia a estrela brilhar um pouquinho mais.
Quando o sol começou a se esconder, o céu ganhou lindos tons de laranja e rosa.
Todos deram as mãos mais uma vez e cantaram baixinho o refrão da ciranda.
Depois, desejaram boa noite uns aos outros, prometendo voltar no dia seguinte para brincar novamente.
Clara percebeu que a brincadeira mais bonita não era girar depressa.
Era fazer com que ninguém ficasse de fora da roda.
E naquela noite, enquanto as estrelas brilhavam no céu, o bosque inteiro dormiu em paz, embalado pela doce melodia da ciranda.
Moral da história: Quando acolhemos alguém com carinho e dividimos nossas brincadeiras, a amizade cresce e torna o mundo mais feliz para todos.